Dos templos milenares à tecnologia a serviço da inclusão, a empresária indica lugares para quem quer viver o país além do óbvio
O Japão virou um dos destinos mais desejados do momento, e não é difícil entender por quê. À frente da Odara e de um olhar atento a bem-estar e longevidade, Isa Odara voltou recentemente de uma imersão pelo país, com uma passagem por Seul, e trouxe na bagagem bem mais do que fotos. Entre templos, bairros de design e experiências que misturam cuidado e cultura, ela reuniu os lugares que mais a marcaram para quem quer descobrir esse outro Japão, feito de silêncio, disciplina e presença. Confira:
Fushimi Inari Taisha, em Quioto
Caminhar entre os milhares de portais vermelhos de Fushimi Inari é uma daquelas experiências que misturam espiritualidade, natureza e contemplação. Subi devagar, sem pressa de chegar a lugar nenhum, e foi ali que entendi na prática o que os japoneses chamam de presença. É o tipo de lugar que pede silêncio e devolve clareza. Se eu pudesse recomendar uma única parada em Quioto, seria essa.
Cerimônia do chá, em Quioto
Participar de uma cerimônia do chá foi como assistir a uma aula sobre estar inteira no agora. Cada movimento tem um significado, cada gesto é feito com intenção, e isso me lembrou da beleza de fazer uma coisa de cada vez. Num mundo que nos ensina a acumular tarefas, sair de lá desacelerada foi quase um choque. Levo esse ritual comigo até hoje, mesmo nos dias mais corridos em São Paulo.
Ginza, em Tóquio
Ginza é o meu programa preferido quando quero sentir o pulso criativo de Tóquio. Arte, arquitetura, design, gastronomia e algumas das vitrines mais inspiradoras do mundo se reúnem em um bairro só. Adoro caminhar sem destino, entrar nas lojas pela experiência e não só pela compra, e reparar no capricho que os japoneses colocam em cada detalhe. É consumo, sim, mas com uma camada estética que transforma o passeio.
Café operado por robôs, em Tóquio
Esse foi o lugar que mais me emocionou. É um café em que os robôs são controlados a distância por pessoas que, por diferentes motivos, não poderiam trabalhar presencialmente. Tecnologia colocada a serviço da inclusão, sem nenhum apelo, só cuidado. Saí de lá pensando em como o Japão consegue ser altamente tecnológico e profundamente humano ao mesmo tempo. Vale a visita pela experiência e pela reflexão que ela deixa.
Head spa japonês, em Tóquio
Se tem uma experiência de autocuidado que eu recomendo de olhos fechados, é o head spa japonês. Ele vai muito além de um tratamento capilar: é um ritual que une massagem no couro cabeludo, aromaterapia e técnicas que desaceleram o corpo e a mente. Foi uma das coisas mais completas que vivi na viagem, daquelas que mexem com o bem-estar de dentro para fora. Uma pausa de propósito no meio de tanto estímulo.












